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sexta-feira, 24 de abril de 2015

O Kit de Primeiros Socorros


No nosso dia-a-dia, a cada hora, a cada minuto, o perigo está sempre presente. Quando vamos para a montanha, não podemos esquecer que vamos para um meio adverso, onde as probabilidades de um acidente acontecer, aumentam significativamente. 

Cada montanha oculta diversos e diferentes tipos de riscos, podemos cair em buracos ou ribanceira, tropeçar em troncos e raízes, esfolar braços e pernas, ferir olhos, etc. É lógico que o kit de primeiros socorros não irá resolver um problema de acidente grave na sua totalidade, mas pode minimizar as lesões, até se providenciar o transporte do ferido, pois será o único auxilio existente, uma vez que as farmácias e os hospitais se encontram muito distantes, para se aplicar o socorro com urgência.

Por esse motivo transportar um kit de primeiros socorros na mochila pode ajudar muito. Coloca-se neste momento uma questão pertinente “o que levar no kit de primeiros Socorros?”

Fazer um kit de primeiros socorros não é uma tarefa trivial. O kit de primeiros socorros deve ser pequeno, compacto e robusto, com o conteúdo embalado em pacotes impermeáveis. Eu pessoalmente aconselho um kit como o que transporto normalmente na mochila. 

O meu Kit de Primeiros Socorros é composto pelo seguinte material:
  • Lençol térmico de sobrevivência prateada de um lado e dourada do outro. Serve para envolver a vítima conservando o calor do seu corpo.
  • Pastilhas purificadoras de água (exemplo: Clor-in). Coloca-se uma pastilha por cada litro de água e deixa-se actuar por um período de 10 minutos antes de beber a água. Estas pastilhas têm a função de destruir bactérias perigosas que se encontram em água contaminada, protegendo-nos contra as doenças por estas causadas. Pois nunca sabemos a água que vamos encontrar.
  • Luvas descartáveis, para nos protegermos de sangue e protegermos a vítima de bactérias.
  • Tesoura. De preferência com pontas arredondadas, para evitar ferir a pele da vítima.
  • Pinça. Para extrair pequenos detritos de feridas, entre outras funções.
  • Rolo de fita adesiva (fita americana), para fixar as compressas, entre outras funções.
  • Pensos rápidos, para pequenas feridas.
  • Ligaduras elásticas, de várias medidas.
  • Compressas. De vários tamanhos e suficientes para absorver bastante quantidade de sangue.
  • Soro Fisiológico em embalagens individuais, para lavar feridas.
  • Pastilhas de Magnésio (exemplo: Magnesium-OK). Para as situações de caímbras, cansaço físico e fadíga muscular.
  • Repelente de insectos, Geralmente roupa espessa protege, mas quando estiver calor não será muito confortável esta situação, pelo que sugiro o repelente.
  • Lenços triangulares. Para cobrir feridas e imobilizar membros (oportunamente colocarei um artigo sobre utilização de lenços triangulares)
  • Alfinetes de segurança (tipo alfinetes de dama) para prender ligaduras, lenços triangulares, etc.
Quanto a medicamentos apresento uma lista que aconselho a incluir no kit de primeiros socorros:

  • Paracetamol (exemplo: Ben.u.Ron). Para situações de febre, dores e cólicas. Para pessoas que pesem menos de 50 kg devem tomar até 4 vezes ao dia de 500mg, e 1000mg para pessoas acima desse peso.
  • Loperamida (exemplo: Imodium). Para situações de diarreia, cápsulas de 2mg em SOS até 6 por dia.
  • Metoclopramida (exemplo: Primperan). Para situações de vómitos. Em caso de SOS, comprimidos de 10mg.
  • Cetirizina (exemplo: Aerius). Antialérgico. Em caso de SOS até 2 vezes ao dia (este medicamento interfere com o álcool, pelo que não deve ser misturado).
Relativamente aos medicamentos, cada pessoa deve levar consigo a medicação individual de casos de doença crónica ou medicação que esteja a efectuar no momento.

Quanto ao kit de primeiros socorros, é preciso saber utilizar todo o equipamento disponível. Para isso aconselho que cada um efectue um curso de primeiros socorros ou no mínimo levar no grupo duas pessoas que tenham conhecimentos de primeiros socorros.

A lista parece extensa, no entanto tudo cabe numa embalagem pequena e esperemos que nunca seja preciso utilizar nada do seu conteúdo. Mas como todo o cuidado é pouco, boas caminhadas e muito cuidado, principalmente nas descidas e no regresso, quando já estamos todos relaxados ou cansados, pois é aí que se dão os principais acidentes.

Amadeu Barros

Os guias da Iberian Trekking têm formação na área de socorro e salvamento sendo Instrutores nessas áreas.

quinta-feira, 16 de abril de 2015

Mochila III




Como distribuir o peso na mochila

Esta é uma das dúvidas mais frequentes, como distribuir o peso na mochila. Vamos tentar ajudar , começando por lembrar que o bom equilíbrio da mochila nas costas é fundamental para o conforto e desempenho do utilizador. Por norma devem-se colocar as coisas mais pesadas em cima e as mais leves em baixo, o que pode fazer falta a qualquer momento deve ir nos bolsos laterais (se tiver bolsos laterais), ajustar bem a mochila ao corpo através das alças e do cinto. No entanto a distribuição dos equipamentos na mochila pode mudar de acordo com a actividade a ser praticada.

Quando efectuar caminhadas leves (terrenos suaves e descampados), aconselho a colocar o material pesado o mais alto possível e perto das costas, de forma a manter o centro de gravidade da carga na altura dos ombros.
Quando efectuar caminhadas médias (terrenos acidentados e trilhos em mata) e escaladas, uma vez que são situações que exigem passos altos, saltos, agachamentos e balanços laterais, o centro de gravidade deve situar-se na altura do meio das costas e próximo à mesma.

Quando efectuar caminhadas difíceis (terreno muito acidentado e mata fechada) e grandes cargas, pode-se colocar o equipamento pesado no fundo da mochila, o que permite maior liberdade de movimentos e consequentemente, menos desgaste físico.

O que levar na mochila? Como distribuir?

Ora aqui está uma pergunta pertinente e de difícil resposta, de qualquer forma vou dar algumas “dicas”, sendo conveniente informar que só após efectuar várias jornadas nos vamos apercebendo de como devemos seleccionar o nosso material a carregar, do que realmente faz falta e do que geralmente transportamos inutilmente, com a experiência vamo-nos apercebendo do que realmente faz falta e do que pode ser completamente desnecessário.

Deve evitar levar na mochila embalagens pesadas, de vidro, quadradas, pontiagudas ou muito rígidas. Quanto mais maleáveis e menores forem as coisas que levar, melhor aproveitamento fará do espaço na mochila. Evitar levar muita roupa desnecessária e volumosa. Aproveite todos os espaços vazios, como por exemplo, colocar os artigos de limpeza dentro da marmita, colocar meias dentro dos copos, retirar o rolo central rígido do papel higiénico, tudo deve ser pequeno por exemplo tente levar os produtos no tamanho “amostras grátis”. À quem defenda que a melhor forma é colocar a roupa na mochila toda amarrotada, outros defendem que a roupa ocupa menos espaço se for dobrada, outros se for enrolada, enfim, o melhor será experimentar todas as opções e ver qual se adequa melhor. 

Convém embalar tudo em plásticos individuais uma vez que não existem mochilas 100% impermeáveis, embora algumas mochilas possuam uma resina interior que apenas retarda a penetração da água no seu interior. Se a mochila não possuir uma capa impermeável para a chuva, será conveniente comprar uma (existem à venda individualmente para todos os tamanhos de mochila). Evitar colocar objectos com arestas e duros junto das costas, mesmo que ao inicio não incomodem muito, após uns kilometros não conseguimos continuar e teremos que parar para ajustar novamente o interior da mochila. Os objectos que se transportem fora da mochila devem ir bem presos e nunca ao dependuro, pois o balanceio torna-se incómodo e corremos o perigo de os perder. 

Convém ter sempre à mão os objectos essênciais, como por exemplo kit de primeiros socorros, alguma comida ligeira, lanterna, canivete, bússola e mapa, etc.
Mantenha a carga o mais leve possível, a carga máxima por pessoa não deve ser superior a um quarto do seu peso. Ajustar a mochila de modo a manter a carga junto às costas, mas sem restringir a circulação dos braços.

Não esquecer que se nos deslocarmos para o estrangeiro é conveniente levarmos a documentação necessária, como por exemplo Bilhete de Identidade, Cartão de saúde europeu, carta de condução, cartão multibanco, passaporte com validade, licença de montanheiro, seguro, etc. 


Curiosidades
Uma forma de proteger os objectos de pancadas e da humidade é colocar a colchonete enrolada dentro da mochila e colocar o material no seu interior.










Como colocar a mochila às costas?

Como colocar uma mochila pesada nas costas quando se encontra sozinho? A forma mais fácil consiste em colocar a mochila em cima de uma rocha ou uma arvore caída e então introduzir-se no arnês. Caso contrário deve agarrar a mochila fortemente na parte superior e levanta-la até à coxa da perna flectida, então introduz-se um braço numa das alças e subir a mochila para as costas. De seguida introduz-se o outro braço e inclina-se o corpo para a frente para apanhar a fita do ajuste frontal e apertá-lo. Podemos depois em terreno fácil afrouxar as fitas dos ombros para que as ancas façam todo o trabalho.

Link: Mochila I
Link: Mochila II

Por: Amadeu Barros

Mochila II

Tamanho

O tamanho de uma mochila é determinado pela sua capacidade em litros. As mochilas pequenas, em geral, têm capacidade para 25 a 40 litros e destinam-se a pequenas jornadas de um dia no máximo. A capacidade das médias varia de 45 a 60 litros e as grandes podem carregar de 60 a 90 litros, destinadas a actividades de vários dias em que seja necessário levar o material e roupa suficientes. Se pretende apenas uma mochila polivalente, talvez a melhor opção seja adquirir uma mochila média que possua bons recursos de ajuste para manter a carga bem firme na mochila, mesmo não estando completamente cheia. Se possível, o ideal será a mochila não ultrapassar a largura dos ombros e não passar acima da cabeça, de forma a não incomodar quando atravessarmos zonas de mata densa ou locais muito apertados.

Como regular a mochila
As mochilas modernas têm vários ajustes e é fundamental conhecer as suas funções para poder adequá-las a cada situação. É fundamental conhecer a sua mochila e todos os seus detalhes. Quando olhamos para uma mochila, verificamos que tem imensas fitas dependuradas, todas essas fitas não são puro enfeite, cada uma tem uma função específica. Com excepção do ajuste dorsal, todas as outras devem ser ajustadas de cada vez que se coloca a mochila, pois dependem da carga, do terreno, da roupa e até do humor do dono. Quanto mais técnica for a actividade, mais se exige estabilidade da mochila e mais apertados devem ser os ajustes.

Ajuste dorsal 

Normalmente é o único ajuste fixo da mochila, quer dizer, regula-se uma vez de acordo com o tamanho do seu tronco. Fazer esse ajuste de maneira muito atenta e de preferência com o auxilio de alguém. Se este ajuste for mal efectuado poderá sobrecarregar os ombros, levando rapidamente ao desgaste físico.





Fitas de compressão lateral 

Este tipo de ajuste torna-se especialmente importante para mochilas com meia carga, pois permite compactar a carga mais perto das costas. O ideal é deixar a mochila achatada e rígida. O sistema mais comum é o de duas ou três fitas horizontais em ambas as laterais da mochila. O ajuste é feito com fivelas de nylon do tipo “só puxar”. É conveniente deixar pelo menos quinze centímetros de fita sobrando. Neste caso fivelas tipo macho-fêmea facilitam ainda mais a operação.



Ajuste frontal

Este é o acessório mais importante da mochila, média ou grande. Evite as mochilas com ajuste fixo, ou seja, aquelas que além da fivela principal da frente tem uma outra que fixa o ajuste. No mínimo, um dos lados deve ter regulação livre, ajustável sem que seja preciso desapertar a fivela principal. Certifique-se também se a regulação mínima da parte da frente vai ser ajustada adequadamente quando estiver mais magro ou sem roupa volumosa.
Algumas pessoas chegam a perder até cinco quilos numa caminhada de quinze dias em terreno difícil ou em altitude. Não esquecer que a função principal do ajuste frontal é transferir o peso da mochila para os quadris. Alças fofinhas e com aparência confortável podem-se tornar num martírio com uma mochila carregada e normalmente perdem muito em durabilidade. Preste atenção também à fivela. Existem muitos modelos diferentes e alguns deles podem quebrar se utilizados de forma exigente, principalmente se forem de plástico. As boas fivelas são de nylon e geralmente fazem um sinal sonoro “clac” quando fecham.


Alças principais

Assim como no ajuste frontal, as alças devem ser estruturadas (semi-rígidas) para melhor eficiência e durabilidade. As alças “acolchoadas” ou “fofinhas” acabam por se deformar e tendo a superfície de contacto diminuída. O ajuste das alças pode ser de cima para baixo, quando as fivelas são fixas nas extremidades das alças, ou de baixo para cima quando as fivelas são fixas na base da mochila.




Estabilizador lateral

Item responsável pela estabilização do movimento lateral da mochila sobre as costas. Deve ser regulado após o ajuste frontal e as alças terem sido apertadas, pois o seu ajuste muda drasticamente a cada situação.







Estabilizador superior 

Mantém a mochila próxima das costas e desloca o peso para a frente, o que aumenta a eficiência do ajuste frontal. Muitas mochilas permitem regular a altura desta inserção. O ideal é que ela se mantenha alguns centímetros acima dos ombros.





Estabilizador peitoral

É uma óptima solução para cargas pesadas, terrenos acidentados e caminhadas longas. Evita que as alças entrem debaixo dos braços e permite transferir o puxão da mochila (tendência da mochila cair para trás) para a área peitoral, aliviando os ombros. Mudando-se o ajuste do estabilizador peitoral durante o decorrer do dia, ou mesmo soltando-o algumas vezes, alivia-se bastante o desconforto na parte superior do tronco.

Link: Mochila I

Fonte: Clube de Montanhismo de Braga

Mochila I

A mochila é um dos elementos do nosso equipamento que requer mais atenção e cuidado. Uma mochila que se ajusta mal ou de má qualidade, irá tornar a nossa vida infernal, encorvando-nos lentamente até que fiquemos exaustos e doridos. Na hora de adquirir uma mochila, devemos ter muito cuidado, pois será a nossa companheira inseparável que nos ajudará a transportar a casa às costas.

Até à pouco tempo, falar de mochilas era o mesmo que falar de armações de madeira. Posteriormente a mochila com armação exterior de alumínio teve um grande êxito, no entanto com o evoluir da tecnologia, as mochilas evoluíram e dispomos actualmente de diversos tipos de mochila com armação interior e adaptadas aos diversos tipos de actividades. É essencial que a mochila se torne o mais confortável possível.


O nosso corpo e a mochila


Pensemos na articulação e na acção axial que se produz entre as pernas, a zona pélvica, a coluna vertebral, os ombros e os braços, enquanto caminhamos. Quando avançamos o pé direito, a anca direita gira sobre a parte inferior da coluna; a perna esquerda move-se a seguir e imediatamente a anca esquerda gira sobre a coluna em direcção oposta. Simultaneamente os ombros movem-se em tandem, mas o seu movimento é diametralmente oposto ao das pernas e os braços balançam de trás para a frente para equilibrar a passada. Em terreno plano, a mochila rígida de armação exterior não interfere muito na mecânica do movimento, mas se abandonarmos a suavidade do trilho plano e subirmos para as montanhas, verificamos que no terreno acidentado causa problemas na sequência do movimento. Os problemas não aparecem tanto nas subidas, uma vez que os movimentos das pernas e das ancas serão curtos, concentrados e estáveis, mas nas descidas começa-se a verificar que as ancas giram sobre o eixo central da coluna, como fazem normalmente, só que se inclinam para os lados cada vez que avançamos a perna para descer. Se a armação é rígida, a parte da mesma que está em contacto com a anca mais alta empurra a quina oposta da armação, separando-a do ombro, e o mais grave, o centro de gravidade da carga desloca-se e é distinto do centro de gravidade do corpo, provocando assim o desequilíbrio, o que num terreno com grande pendente e abrupto pode ser perigoso. Basicamente é um problema de balanço da mochila, uma vez que o corpo vai para um lado e a mochila para outro. Ponderou-se em soluções para resolver este problema. Pensou-se então no conceito do arnês sobre as ancas para melhorar o desenho das mochilas, o que se conta como um dos avanços mais importantes para melhorar a comodidade do transporte. O homem nunca foi destinado para ser uma besta de carga e a sua complicada e delicada coluna vertebral não foi destinada para suportar cargas pesadas. Se transferirmos o peso nas ancas em vez de o fazer sobre as costas, podemos carregar a mochila com muita mais comodidade e eficácia e ainda se unirmos o cinturão do arnês aos extremos inferiores da armação, fazendo um cinturão flutuante sobre as ancas, o corpo será independente da armação e vice-versa sem deixar de gravitar o peso sobre as ancas. A essência de um bom desenho de mochila radica na estabilidade e na distribuição do peso. Actualmente quase todas as mochilas têm arneses integrados sobre as ancas que fazem que o peso da mochila seja suportado pelos fortes músculos das ancas e das nádegas, em vez dos ombros

Como escolher a mochila ideal

Esta é a pergunta que apenas cada um pode responder individualmente. A escolha da mochila dependendo do tipo de actividade, é fundamental. Devemos olhar ao aspecto ergonómico, cujo conceito se refere à ajustabilidade dos objectos à anatomia humana. Proporcionar transporte de carga em harmonia com a constituição física humana é a principal função da mochila. Quando escolher a sua mochila deve prestar atenção em como ela se ajusta aos quadris e às costas, deve colocar a mochila nas costas e atar o cinturão das ancas com a sua parte superior sobre o osso da anca, de seguida ajustar as fitas dos ombros de forma que a mochila se ajuste às costas de forma que o ponto mais alto da armação fique a cerca de 4-7 cm abaixo do osso proeminente do pescoço. Este teste deve ser efectuado com a mochila cheia de forma a verificar como ela se adapta ao seu corpo. As mulheres devem verificar se a curvatura das alças não incomoda na altura dos seios (existem actualmente mochilas desenhadas especificamente para mulheres com alças mais estreitas por esse motivo e cinta da barriga mais afunilada adequando-se melhor à bacia da mulher ). A mochila ideal é aquela que mais se adapta às suas actividades e estrutura física. Para testar a resistência da mochila, vire-a do avesso e puxe com força no local das costuras, não esquecendo de testar também a resistência e a regulação das alças de ombro e de barriga.




Espaço entre a mochila e as costas

Existem pessoas que preferem ter um espaço entre a mochila e as costas de forma a criar uma corrente de ar que aumente a ventilação e permita ficar mais frescos. O ideal é levar a mochila o mais possível encostada ao corpo. Uma mochila mais adaptada ao corpo torna a carga mais confortável. Logicamente as costas suarão mais se tiverem uma mochila a pressiona-la, mas também transpiram quando subimos uma montanha sem mochila, é improvável que se crie uma corrente de ar suficiente que permita a evaporação do suor e da condensação que se forma. Quanto mais espaço tivermos entre as costas e a mochila, mais peso carregaremos nos ombros, fazendo que nos inclinemos para a frente para compensar, o que nos cansará mais.

Link: Mochila II
Link: Mochila III

Fonte: Clube de Montanha de Braga